ATIVIDADES EM LIBRAS REALIZADAS EM SALA DE AULA NO ENSINO FUNDAMENTAL EM TURMAS BILÍNGUE COM ALUNOS SURDOS.


Seja bem vindo ao meu blog.
Neste espaço, você poderá conhecer atividades adaptadas para Educação de Surdos. Além disso, você terá oportunidade de conhecer um pouco mais sobre meu trabalho. Lembrando que todas as atividades aqui postadas são criadas, adaptadas ou reelaboradas por By Educando surdos. Espero de coração poder auxiliar os profissionais que possuem dificuldades de encontrar materiais para sua pratica pedagógica com educandos (alunos) surdos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

DEFICIÊNCIA AUDITIVA



Definições
Perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras,
 variando de graus e níveis na forma seguinte: de 25 a 
40 decibéis (db) - surdez leve; de 41 a 55 db - surdez
 moderada; de 56 a 70 db - surdez acentuada; de 71
 a 90 db - surdez severa; acima de 91 db - surdez profunda; e anacusia.

Fonte:
Informações Básicas sobre Deficiência Auditiva
Definição

Deficiência auditiva é considerada genericamente como a 
diferença existente entre a performance do indivíduo e 
a habilidade normal para a detecção sonora de acordo com 
padrões estabelecidos pela American National Standards 

Institute (ANSI - 1989).

Zero audiométrico (0 dB N.A) refere-se aos valores 
de níveis de audição que correspondem à média de 
detecção de sons em várias freqüências, por exemplo: 
500 Hz, 1000 Hz, 2000 Hz, etc.
Considera-se, em geral, que a audição normal 
corresponde à habilidade para detecção de sons até 
20 dB N.A (decibéis, nível de audição).
Tipos de Deficiência Auditiva

• DEFICIÊNCIA AUDITIVA CONDUTIVA: Qualquer interferência 
na transmissão do som desde o conduto auditivo externo 
até a orelha interna (cóclea). A orelha interna tem capacidade 
de funcionamento normal mas não é estimulada pela vibração 
sonora. Esta estimulação poderá ocorrer com o aumento da 
intensidade do estímulo sonoro. A grande maioria das 
deficiências auditivas condutivas pode ser corrigida através 
de tratamento clínico ou cirúrgico. 

• DEFICIÊNCIA AUDITIVA SENSÓRIO-NEURAL: Ocorre quando 
há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das 
células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo. Os limiares 
por condução óssea e por condução aérea, alterados, são 
aproximadamente iguais. A diferenciação entre as lesões 
das células ciliadas da cóclea e do nervo auditivo só pode 
ser feita através de métodos especiais de avaliação 
auditiva. Este tipo de deficiência auditiva é irreversível. 

• DEFICIÊNCIA AUDITIVA MISTA: Ocorre quando há uma 
alteração na condução do som até o órgão terminal 
sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do 
nervo auditivo. O audiograma mostra geralmente limiares 
de condução óssea abaixo dos níveis normais, embora com 
comprometimento menos intenso do que nos limiares de 
condução aérea. 

 DEFICIÊNCIA AUDITIVA CENTRAL, DISFUNÇÃO AUDITIVA 
CENTRAL OU SURDEZ CENTRAL: Este tipo de deficiência auditiva 
não é, necessariamente, acompanhado de diminuição da sensitividade 
auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na 
compreensão das informações sonoras. Decorre de alterações nos 
mecanismos de processamento da informação sonora no tronco 
cerebral (Sistema Nervoso Central).
Graus de Severidade da Deficiência Auditiva
Os níveis de limiares utilizados para caracterizar os graus 
de severidade da deficiência auditiva podem ter algumas 
variações entre os diferentes autores. Segundo critério 
de Davis e Silverman, 1966:

• Audição Normal - Limiares entre 0 a 24 dB nível de audição.
• Deficiência Auditiva Leve - Limiares entre 25 a 40 dB nível 
de audição.
• Deficiência Auditiva Moderna - Limiares entre 41 e 70 dB 
nível de audição.
• Deficiência Auditiva Severa - Limiares entre 71 e 90 dB 
nível de audição.
• Deficiência Auditiva Profunda - Limiares acima de 90 dB.
Indivíduos com níveis de perda auditiva leve, moderada e 
severa são mais freqüentemente chamados de deficientes 
auditivos, enquanto os indivíduos com níveis de perda 
auditiva profunda são chamados surdos.
Causas da Deficiência Auditiva Condutiva 

• Cerume ou corpos estranhos do conduto auditivo externo. 
• Otite externa: infecção bacteriana da pele do conduto 
auditivo externo. 
• Otite média: processo infeccioso e/ou inflamatório da
 orelha média, que divide-se em: otite média secretora; 
otite média aguda; otite média crônica supurada 
e otite média crônica colesteatomatosa. 
• Estenose ou atresia do conduto auditivo externo 
(redução de calibre ou ausência do conduto auditivo externo). 
Atresia é geralmente uma malformação congênita e a estenose 
pode ser congênita ou ocorrer por trauma, agressão cirúrgica 
ou infecções graves. 
• Miringite Bolhosa (termo miringite refere-se a inflamação da 
membrana timpânica). Acúmulo de fluido entre as camadas da 
membrana timpânica, em geral associado a infecções 
das vias respiratórias superiores. 
• Perfurações da membrana timpânica: podem ocorrer 
por traumas externos, variações bruscas da pressão 
atmosférica ou otite média crônica supurada. A perda 
auditiva decorre de alterações da vibração da membrana 
timpânica. É variável de acordo com a extensão e localização 
da perfuração. 
• Obstrução da tuba auditiva 
• Fissuras Palatinas 
• Otosclerose
Causas da Deficiência Auditiva Sensório-Neural

• Causas pré-natais:
• de origem hereditárias (surdez herdada monogênica, que 
pode ser uma surdez isolada da orelha interna por 
mecanismo recessivo ou dominante ou uma síndrome com 
surdez); e uma surdez associada a aberrações cromossômicas.
• de origem não hereditárias (causas exógenas), que 
podem ser: Infecções maternas por rubéola, citomegalovírus, 
sífilis, herpes, toxoplasmose. Drogas ototóxicas e outras, 
alcoolismo materno
Irradiações, por exemplo Raios X. Toxemia, diabetes e 
outras doenças maternais graves
• Causas perinatais
• Prematuridade e/ou baixo peso ao nascimento
• Trauma de Parto - Fator traumático / Fator anóxico
• Doença hemolítica do recém-nascido ( ictericia grave 
do recém-nascido)
• Causas pós-natais
• Infecções - meningite, encefalite, parotidite epidêmica (caxumba), sarampo
• Drogas ototóxicas
• Perda auditiva induzida por ruído (PAIR)
• Traumas físicos que afetam o osso temporal
Dados Estatísticos 

• Estima-se que 42 milhões de pessoas acima de 3 anos de 
idade são portadoras de algum tipo de deficiência auditiva, 
de moderada a profunda (OMS). Há expectativa que o 
número de perdas auditivas na população mundial chegue 
a 57 milhões no ano 2000.
• Aproximadamente 0,1% das crianças nascem com 
deficiência auditiva severa e profunda (Northern e 
Downs, 1991). Este tipo de deficiência auditiva é 
suficientemente severa para impedir a aquisição normal 
da linguagem através do sentido da audição
• Mais de 4% das crianças consideradas de alto risco 
são diagnosticadas como portadoras de deficiência auditiva 
de graus moderado a profundo (ASHA)1
• Aproximadamente 90% das crianças portadoras de deficiência 
auditiva de graus severo e profundo são filhos de pais ouvintes 
(Northern e Downs, 1991)2
• Nos Estados Unidos pesquisas indicam que a prevalência de
 deficiências auditivas sensorioneurais é de 5,95 para cada 
1000 nascidos vivos e nas deficiências auditivas por 
alterações do ouvido médio é de 20 para cada 1000 nascidos 
vivos
• Segundo a O.M.S. (1994)3 estima-se que 1,5% da população 
brasileira, ou seja, cerca de 2.250.000 habitantes são 
portadores de deficiência auditiva, estando esta em terceiro 
lugar entre todas as deficiências do país
• Aproximadamente 1.053.000 de crianças abaixo de 18 anos 
têm algum grau de deficiência auditiva, com índice de 
prevalência de 16,1 por 1000 (Bess e Humes 1995)
Fatores de Risco
Alguns fatores que podem causar deficiência auditiva são:

• Antecedentes familiares de deficiência auditiva, 
levantando-se se há consangüinidade entre os pais e/ou
 hereditariedade.
• Infecções congênitas suspeitadas ou confirmadas 
através de exame sorológico e/ou clínico (toxoplasmose, 
rubéola, citomegalovírus, herpes e sífilis)
• Peso no nascimento inferior a 1500g e/ou crianças 
pequenas para a idade gestacional (PIG)
• Asfixia severa no nascimento, com Apgar entre 0-4 no 
primeiro minuto e 0-6 no quinto minuto.
• Hiperbilirrubinemia com índices que indiquem exanguíneo 
transfusão.
• Ventilação mecânica por mais de dez dias
• Alterações crânio-faciais, incluindo as síndromes que 
tenham como uma de suas características a deficiência auditiva.
• Meningite, principalmente a bacteriana.
• Uso de drogas ototóxicas por mais de cinco dias.
• Permanência em incubadora por mais de sete dias.
• Alcoolismo ou uso de drogas pelos pais, antes e durante a gestação.
Identificação e Diagnóstico
O diagnóstico das deficiências de audição é realizado a partir 
da avaliação médica e audiológica. Em geral a primeira suspeita 
quanto à existência de uma alteração auditiva em crianças 
muito pequenas é feita pela própria família a partir da observação 
da ausência de reações a sons, comportamento diferente do usual 
(a criança que é muito quieta, dorme muito e em qualquer ambiente,
 não se assusta com sons intensos) e, um pouco mais velha, 
não desenvolve linguagem. A busca pelo diagnóstico também 
poderá ser originada a partir dos programas de prevenção das 
deficiências auditivas na infância como o registro de fatores 
de risco e triagens auditivas.

O profissional de saúde procurado em primeiro lugar é geralmente 
o pediatra, o qual encaminhará a criança ao otorrinolaringologista, 
quando se iniciará o diagnóstico. Este profissional fará um 
histórico do caso, observará o comportamento auditivo e 
procederá o exame físico das estruturas do ouvido, nariz e 
das diferentes partes da faringe. O passo seguinte é o 
encaminhamento para a avaliação audiológica.

No caso de adultos, em geral a queixa de alteração auditiva
 é do próprio indivíduo, e, no caso de trabalhadores expostos 
a situações de risco para audição o encaminhamento poderá 
advir de programas de conservação de audição.
Fontes:
ASHA - American Speech and Hearing Association
Northern, J., Downs, m.p. (1991) Hearing in children (4th ed.) 
Baltimore Williams & Wilkins
OMS - Organização Mundial de Saúde
Bess, F. H. e Humes, L. E. (1995) Audiology: The Fundamentals. 
Baltimore Wi
Deficiência: verdades e mitos
A luta por uma sociedade inclusiva passa pela 
derrubada de mitos, preconceitos e inverdades que 
ainda permeiam a questão da deficiência

Verdades
  • Deficiência não é doença;
  • Algumas crianças portadoras de deficiências podem 
  • necessitar escolas especiais;
  • As adaptações são recursos necessários para facilitar a
  •  integração dos educandos com necessidades especiais 
  • nas escolas;
  • Síndromes de origem genética não são contagiosas;
  • Deficiente mental não é louco.
Mitos
  • Todo surdo é mudo;
  • Todo cego tem tendência à música;
  • Deficiência é sempre fruto de herança familiar;
  • Existem remédios milagrosos que curam as deficiências;
  • As pessoas com necessidades especiais são eternas crianças;
  • Todo deficiente mental é dependente.
Quando você encontrar uma pessoa com deficiência
Segundo o CEDIPOD - Centro de Documentação e Informação 
do Portador de Deficiência e a CORDE - Coordenadoria Nacional 
para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, existem 
algumas dicas de comportamento.
  • Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando 
  • encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. 
  • Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do
  •  "diferente".
  • Esse desconforto diminui e até desaparece quando há 
  • convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.
  • Não faça de conta que a deficiência não existe. Se 
  • você se relacionar com uma pessoa deficiente como 
  • se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar 
  • ignorando uma característica muito importante dela. 
  • Dessa forma, você não estará se relacionando com ela,
  •  mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
  • Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la 
  • na sua devida consideração.
  • Não subestime as possibilidades, nem superestime as 
  • dificuldades e vice-versa.
  • As pessoas com deficiência têm o direito, podem e 
  • querem tomar suas próprias decisões e assumir a 
  • responsabilidade por suas escolhas.
  • Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja 
  • melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
  • Provavelmente, por causa da deficiência, essa 
  • pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas 
  • atividades e, por outro lado, poderá ter extrema 
  • habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como 
  • todo mundo.
  • A maioria das pessoas com deficiência não se importa 
  • de responder perguntas, principalmente aquelas feitas 
  • por crianças, a respeito da sua deficiência e como 
  • ela transforma a realização de algumas tarefas. Mas, 
  • se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite 
  • fazer perguntas íntimas.
  • Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente,
  •  dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou 
  • intérpretes.
  • Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Espere sua oferta 
  • ser aceita, antes de ajudar. Pergunte a forma mais adequada 
  • para fazê-lo.
  • Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado, pois 
  • nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. 
  • Às vezes, uma determinada atividade pode ser melhor 
  • desenvolvida sem assistência.
  • Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer 
  • alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se 
  • livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar 
  • outra pessoa que possa ajudar.
  • As pessoas com deficiência são pessoas como você. 
  • Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os 
  • mesmos receios, os mesmos sonhos.
  • Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma 
  • coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
  • Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose 
  • de delicadeza, sinceridade e bom humor
Prevenção da ocorrência de deficiências
O que é possível fazer para prevenir a ocorrência de deficiências
Antes de engravidar:
  • Vacine-se contra a rubéola. Na gravidez ela afeta o bebê em formação, causando malformações, como cegueira, deficiência auditiva, etc).
  • Procure um serviço de aconselhamento genético (principalmente quando houver casos de deficiência ou casamentos consangüíneos na família).
  • Faça exames para detectar doenças e verificar seu tipo sangüíneo e a presença do fator RH.
Durante a gravidez:
  • Consulte um médico obstetra mensalmente.
  • Faça exames de controle
  • Só tome os remédios que o médico lhe receitar.
  • Faça controle de pressão alta, diabetes e infecções.
  • Faça uma alimentação saudável e balanceada.
  • Não se exponha ao raio X ou outros tipos de radiação.
  • Evite o cigarro e as bebidas alcoólicas.
  • Evite contato com portadores de doenças infecciosas.
Depois do nascimento:
  • Exija que sejam feitos testes preventivos em seu bebê, 
  • como o APGAR por exemplo.
  • Tenha cuidados adequados com o bebê, proporcionando 
  • amparo afetivo e ambiente propício para seu desenvolvimento.
O que é o TESTE DE APGAR?
Esse teste, desenvolvido pela Dra. Virginia Apgar, uma 
anestesiologista que o desenvolveu em 1952, pode predizer 
melhor a sobrevivência de um bebê do que o novo teste de 
alta tecnologia feito no sangue do cordão umbilical.

O Apgar se baseia em observações feitas no primeiro minuto 
de vida e é repetido aos 5 minutos. É preciso olhar a freqüência 
cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, reação motora 
e cor, que indica a quantidade de oxigênio que atinge a pele. 
Cada um recebe uma nota que varia de 0 a 2. Um total de 
7 ou mais indica uma condição excelente. Um total de 3 ou 
menos indica problemas graves e alto risco de óbito.
Que exames médicos ajudam a detectar a ocorrência 
de deficiências?
No Estado de São Paulo, existem leis que tornam obrigatória a
 realização de exames para detectar a fenilcetonúria e o 
hipotireoidismo congênito, a credetização ( limpeza dos olhos 
ao nascimento ) e a vacinação (contra meningite, poliomielite e 
sarampo.
Em todo o Brasil, deve ser exijido do hospital o exame do 
pézinho, e o teste do APGAR .
O vírus da rubéola é outro dos responsáveis pelo surgimento 
de deficiências visuais e auditivas durante a formação dos bebês 
no útero materno. Por isso é importante que toda mulher 
entre 15 e 29 anos vacine-se.
Outros exames laboratoriais necessários para a mãe são os 
de urina e fezes, o da toxoplasmose e o da sífilis.
Como evitar uma gravidez de risco?
Diversos exames ajudam a prevenir a gravidez de risco, 
entre eles o hemograma (exame de sangue), a glicemia, a 
reação sorológica para sífilis, o teste de HIV (AIDS), 
tipagem sangüínea, urina, toxoplasmose, hepatite e fezes.
Esses exames permitem constatações importantes já que a 
rubéola, por exemplo, se adquirida durante o primeiro trimestre 
de gravidez, pode provocar má formação fetal, abortamento, 
deficiência visual e auditiva, microcefalia e deficiência mental. 
O mesmo pode acontecer no caso da mãe ter contraído sífilis e 
toxoplasmose.
Durante a gestação, o médico que acompanha a gestante pode 
se utilizar de outros exames disponíveis, como a ultra-sonografia. 
O histórico da gestante pode indicar uma gravidez de risco 
se houver casos de deficiência na família, gravidez anterior 
problemática e idade avançada ou precoce da mãe. Nestes 
casos, o casal deve procurar um serviço de estudo cromossômico 
para conhecer as probabilidades de possíveis anomalias no feto.
Atualmente, alguns exames ajudam a detectar a ocorrência 
de alterações no desenvolvimento fetal. Dentre eles, citamos
 o do vilo corial, a aminiocentese, a cordocentese, ecocardiografia 
fetal e o doppler.
São exames que permitem ao médico diagnosticar se o bebê é 
portador de Síndrome de Down, anomalias cromossômicas, 
doenças infecciosas, problemas cardíacos ou alterações da 

circulação sangüínea.
Como prevenir acidentes que possam acarretar deficiências?
As principais causas da deficiência no Brasil são a má nutrição de 
mães e filhos, as infeções, os acidentes de trânsito, os acidentes
 de trabalho, as anomalias congênitas e a violência. Os acidentes
 de trânsito ocorrem na maior parte com pessoas na faixa etária 
entre 20 e 35 anos. Outros tipos de acidentes também causam 
deficiências. Entre eles estão a queda de altura e os ferimentos 
por arma de fogo e arma branca.
A deficiência mental, é ao contrário do que se possa pensar, 
fruto do meio social que vivemos, 60% dos casos ocorrem 
devido a causas ambientais, enquanto que apenas 40% se 
devem a distúrbios genéticos hereditários. Não se tem muitos 
dados sobre a deficiência auditiva, sabe-se que as principais 
causam são: as infeções e as doenças trabalho. Com relação a 

deficiência visual, os dados também são incompletos, sabendo-se
 que as principais causas são: as infeções e os distúrbios 
vasculares. No Brasil, surgem 17.000 novos casos de paralisia 
cerebral ao ano, responsável por deficiências motoras e múltiplas.
O que é aconselhamento genético
É o fornecimento de informações a indivíduos afetados ou 
familiares sobre risco de um distúrbio que pode ser 
genético, acerca das conseqüências dos distúrbios, da 
probabilidade de desenvolvê-lo ou transmiti-lo, e dos modos 
elos quais ele pode ser prevenido ou atenuado.

Como auxiliar alguém com deficiência auditiva
· Fale claramente, de frente para a pessoa, tomando cuidado 
para deixar visível sua boca.
· Não grite, fale em tom de voz e velocidade normais, exceto 
se lhe pedirem para levantar a voz ou falar mais devagar.
· Fale com expressão. Estas pessoas não podem ouvir as mudanças 
sutis do tom da voz indicando sarcasmo ou seriedade. Mas elas 
saberão ler suas expressões faciais, gestos ou movimentos do seu 
corpo.
· Ao conversar, toque levemente seu braço para a pessoa
 perceber que você quer falar-lhe. Mantenha o contato 
visual. Do contrário, a pessoa pensará que a conversa acabou.
· Se você não entender o que um surdo quer lhe dizer, peça 
para que ele repita. Se mesmo assim você não o entender, 
peça para que ele escreva o que deseja.
· Se um surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente
 ao surdo, nunca ao intérprete.
· Utilize linguagem de sinais, avisos visuais e, se for exibir um filme, 
opte por filmes legendados ou providencie um resumo do filme.
· Não cruze ou ande entre duas pessoas conversando em linguagem 
de sinais, isto atrapalha ou impede a conversa.

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O Valor de Ser Educador

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Ser edificador.

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que carrega no peito o orgulho de educar.

Que armazena o conhecer.

Que guarda no coração, o pesar

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Ser conquistador de almas.

Ser lutador, que enfrenta agruras,

mas prossegue, vai adiante realizando sonhos,

buscando se auto-realizar,

atingir sua plenitude humana.

Possuidor de potencialidades.

Da fraqueza, sempre surge a força.

Fazendo-o guerreiro.

Ser de incalculável sabedoria!

Pois “o valor da sabedoria é melhor que o de rubis”.

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